História

O Passado da Romaneira

A história da Romaneira é bastante antiga, Existem registos de vinha plantada na Romaneira nos séculos XVII e XVIII, período durante o qual a propriedade pertenceu a três famílias distintas: Sousa Guimarães, cujas iniciais surgem na porta da Quinta com a data de 1854, Lacerda, D. Clara de Lacerda deu o seu nome a uma das casas da propriedade, e Monteiro de Barros, que, em 1940, ampliou a quinta para o tamanho que hoje conhecemos.

Considerada como uma das principais quintas do Douro, a Romaneira aparece representada no mapa do Douro elaborado pelo Barão de Forrester. Não obstante, são feitas menções à propriedade em obras de grandes autores do século XIX, como Henry Vizetelly, que se dedicava ao estudo do Vinho do Porto. O Visconde de Vila Maior classifica ainda o vinho da Romaneira como "um dos melhores do Douro, notável pela sua suavidade, corpo e aroma". Aliás, os Vinhos do Porto da Quinta da Romaneira foram os primeiros Vinhos do Porto a ser leiloados pela famosa leiloeira Christies, em 1872.

Vila Maior elogia o carácter e a personalidade dos vinhos da Romaneira, que se deve, sobretudo, à Touriga Nacional. Esta casta representa, ainda hoje, a maior parcela de vinha plantada da Romaneira (cerca de 40%), um elemento chave para a produção dos seus melhores Vinhos do Porto – Porto Vintage – e vinhos de mesa tintos.
  

2004 – Presente: Uma nova era

Um grupo de investidores privados, enamorados pelo Douro, adquiriu a propriedade em 2004. A gestão foi confiada à reconhecida dupla Christian Seely e António Agrellos, responsável, desde 1993, pelo renascimento de outra distinta propriedade do Douro, a Quinta do Noval. A esta parceria se deve a produção de alguns dos melhores Vinhos do Porto Vintage dos últimos anos, sendo também esta pioneira do movimento de produção de vinhos tintos de mesa no Douro. Para tal contribuiu a experiência adquirida ao longo dos anos por Christian Seely na gestão do Château Pichon Baron e do Petit Château Village, situados na famosa região de Bordéus. Já com Christian Seely como director - e accionista - e António Agrellos como enólogo consultor, a Romaneira produziu uma série de grandes Portos Vintage (2004, 2005, 2007, 2008 e 2011). Mas a verdadeira revolução na Quinta da Romaneira fez-se sentir, sobretudo, ao nível da produção de vinhos tintos de excelência, brancos e rosés. Este despertar para a "Revolução do Douro" deu-se em 2004.

O sucesso dos nossos vinhos no panorama nacional e internacional não teria sido possível sem o trabalho árduo realizado na melhoria das vinhas, com o objectivo de explorar todo o potencial do nosso terroir. As vinhas velhas foram cuidadosamente organizadas e tratadas. Procedeu-se à replantação de vinhas no centro da propriedade, contribuindo, desta forma, para alargar a área de expressão dos distintos microclimas e terroirs  da Quinta. Como comentado por Christian Seely: «Um grande trabalho foi cumprido pela equipa da Romaneira desde 2004 na vinha e na adega, e o resultado é já evidente nos grandes vinhos produzidos. Nos próximos anos vamos continuar a trabalhar juntos no mesmo espírito, inspirados pela grandeza do nosso terroir, e pela nossa convicção que a Romaneira é capaz de produzir vinhos ao nível dos maiores do mundo.»

A actual inserção do ano “oficial” de fundação da Romaneira no logotipo (aprovado pelo I.V.D.P. em Fevereiro de 2016) foi feita com base no estudo “A História da Quinta da Romaneira” (por Prof. António Barros Cardoso, Dezembro de 2015).

A Quinta da Romaneira resultou da junção de várias propriedades pré-filoxéricas, a maior parte delas classificadas no conjunto das de produção de “Vinho de Feitoria” (a qualidade mais elevada, à época – com capacidade de exportação através da Feitoria Inglesa do Porto) nas demarcações pombalinas de 1757. A abundância de Rosmaninho terá dado o nome à propriedade. Na realidade, 1757 trata-se apenas do registo oficial da Quinta (feito aquando das tais demarcações decididas pelo Marquês de Pombal), uma vez que a vinha já teria sido plantada algumas décadas antes. Em 2017 iremos, assim, celebrar os 260 anos da fundação “oficial” da Romaneira.